A Kinexys (ex-Onyx), braço de blockchain financeira do banco J.P. Morgan, realizou uma prova de conceito (PoC) para testar privacidade e identidade digital em blockchain na indústria de fundos e concluiu que “enquanto os esforços iniciais de tokenização de ativos podem progredir sem soluções abrangentes nesses dois aspectos, a adoção institucional em larga escala requer ambas. A transformação das finanças tradicionais por meio da tokenização depende do cumprimento desses requisitos fundamentais”. Uma das blockchains usadas para o PoC foi a Rayls (ex-Parchain) da Parfin.
A Rayls (ex-Parchain) foi selecionada para participar de um projeto para buscar soluções de privacidade e identidade. O projeto EPIC teve a participação ainda da Fhenix, Parfin, Avacloud, além de J.P. Morgan e da Kinexys. O projeto focou em confiança do ecossistema e privacidade onchain.
Segundo o relatório sobre sobre a PoC, as tecnologias de privacidade apresentam diferentes graus de maturidade e aplicabilidade para adoção institucional. “As tecnologias de privacidade apresentam diferentes graus de maturidade e aplicabilidade para adoção institucional”.
“Os ZKPs demonstram a capacidade mais abrangente de atender aos requisitos de privacidade, embora sua implementação exija mudanças significativas na abordagem de desenvolvimento e padrões de integração. Embora o FHE isoladamente não consiga atender completamente às necessidades de privacidade institucional, sua combinação com ZKPs e/ou endereços ocultos cria uma solução de privacidade mais completa”, diz o documento.
“A abordagem ideal para alcançar a privacidade abrangente on-chain dependerá dos casos de uso e requisitos específicos. As decisões de implementação devem considerar as características da blockchain alvo – por exemplo, as taxas de gás em algumas redes podem tornar operações computacionalmente intensivas impraticáveis”, afirma a empresa.
De acordo com a Kinexys, a indústria de fundos de investimento, de US$ 98 trilhões em ativos sob gestão, evoluiu muito desde que foi criada há um século e conseguiu reduzir custos com ETFs e economia de escala. “No entanto, apesar desses avanços, a indústria enfrenta significativas ineficiências operacionais caracterizadas por processos de onboarding trabalhosos, sistemas isolados, processos manuais e altos custos”.
Por isso, afirmou a empresa, é preciso modernizar agora sua infraestrutura fundamental e blockchain e a tokenização são “evolução convincente das operações tradicionais de fundos”. Os ganhos acontecem, por exemplo, com a reconciliação manual decorrentes de sistemas isolados e estruturas de dados distintas. Contratos inteligentes podem automatizar tarefas repetitivas, incluindo verificações AML/KYC e movimentação de caixa para eventos de capital, potencialmente permitindo que os gestores de fundos reduzam os mínimos de investimento e alcancem maiores economias de escala”.
Oliver Andrade é jornalista, empreendedor e uma das vozes mais ativas do ecossistema cripto brasileiro. Aos 32 anos, casado e pai, concilia a vida pessoal com uma trajetória intensa no mercado de ativos digitais que começou em 2020 — quando...





