São Paulo, 16 de setembro de 2025 – A escassez de bitcoins pode se intensificar de forma significativa nos próximos anos, de acordo com estimativas da Fidelity, uma das maiores gestoras de ativos do mundo, com US$ 6,4 trilhões sob gestão. A empresa prevê que 42% de toda a oferta da criptomoeda estará “fora do mercado” até 2032, o que reforça o argumento de valorização de longo prazo.
O cálculo da gestora leva em conta dois grupos principais:
Bitcoins parados em carteiras há mais de 7 anos – que somam aproximadamente 5 milhões de unidades;
Empresas públicas que acumulam mais de 1.000 bitcoins em caixa – como ocorre com a Strategy (MSTR), que hoje concentra mais de 60% de todo o BTC detido por companhias listadas.
Atualmente, cerca de 28% do fornecimento do ativo já está classificado como ilíquido, o dobro do registrado em 2020. Segundo a Fidelity, esse crescimento acelerado sinaliza que, até o fim da próxima década, mais de 8,3 milhões de bitcoins estarão indisponíveis para negociação.
“Quando uma oferta finita se encontra com uma demanda crescente, a única variável que resta mudar é o preço”, destacou a gestora em relatório divulgado nesta segunda-feira (15).
O estudo também considera o impacto da redução da emissão de novos bitcoins. Se em 2020 ainda restavam 12% do fornecimento a ser minerado, em 2025 esse percentual caiu para 5%. Até 2032, a pressão inflacionária da rede será ainda menor devido aos halvings programados.
Apesar disso, analistas alertam para uma margem de erro: algumas “baleias” frequentemente movimentam carteiras antigas, o que pode reduzir a previsibilidade sobre os chamados bitcoins dormentes. Por outro lado, a parcela detida por empresas públicas e ETFs é considerada muito mais estável.
Com 207.150 bitcoins sob custódia em seu ETF (FBTC), a Fidelity reforça seu otimismo de longo prazo. Em análises anteriores, a gestora chegou a projetar cenários em que a moeda poderia atingir US$ 1 bilhão por unidade nas próximas décadas.
🔶 Quer entender como a escassez projetada pode impactar o preço do Bitcoin e o seu portfólio?
Agende uma conversa com um especialista da CriptoBR
Mauro Andrade cobre cripto internacional, geopolítica digital e mercado global no CriptoBR. Acompanha movimentos regulatórios nos EUA, Europa e Ásia, adoção institucional por grandes players (BlackRock, Fidelity, JPMorgan) e o impacto geopolítico das criptomoedas no cenário financeiro mundial.





