Eric Trump, filho do presidente dos EUA Donald Trump, afirmou que os bancos tradicionais podem desaparecer em até uma década caso não se adaptem ao avanço das criptomoedas.
Em entrevista à CNBC, o executivo apontou ineficiência, lentidão e custos elevados como falhas estruturais do sistema bancário atual.
Atuando como vice-presidente da Trump Organization e envolvido com o projeto de criptoativos World Liberty Financial, Trump relatou experiências pessoais com transferências bancárias que chegaram a demorar até 72 horas, além de entraves no acesso a crédito mesmo em bancos com os quais mantinha relacionamento de longa data.
“Não faz sentido que bancos funcionem em horário comercial e exijam tanto esforço para operações simples”, disse. Segundo ele, tecnologias descentralizadas permitem transferências instantâneas, com menos custo e mais autonomia.
Trump também criticou a exclusividade do sistema bancário, que, segundo ele, favorece os mais ricos. Para ele, soluções baseadas em blockchain podem democratizar o acesso a serviços financeiros e superar obstáculos estruturais do modelo atual.
Apesar do lançamento do FedNow em 2022 — ferramenta americana semelhante ao Pix — os EUA ainda enfrentam limitações em sistemas de pagamento quando comparados ao Brasil.
Para avançar nesse cenário, a World Liberty Financial lançou recentemente a stablecoin USD1, atrelada ao dólar.
“Os bancos estão atrasados e o tempo está contra eles. Se não mudarem, serão superados pela tecnologia”, concluiu.
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