Após registrar quase US$ 97.900 em 2 de maio, o Bitcoin recuou para US$ 93.500, acumulando queda de 4,3% em três dias. Apesar da retração, dados de mercado indicam que o cenário segue favorável para novos recordes em 2025.
A dominância do Bitcoin no mercado de criptomoedas atingiu 70%, o maior nível desde janeiro de 2021, mesmo com o lançamento de novos tokens como SUI, TON, PI, TRUMP, TAO, ENA e TIA. Esse avanço reduz o apelo de altcoins e reforça o interesse em ativos considerados mais seguros.
Entre 22 de abril e 2 de maio, os ETFs spot de Bitcoin registraram US$ 4,5 bilhões em aportes líquidos, e o volume de contratos futuros no CME ultrapassou US$ 13,5 bilhões reflexo da crescente presença institucional no mercado. Mesmo após a queda abaixo de US$ 75.000 em abril, a procura por posições alavancadas permaneceu elevada.
A frustração de parte dos investidores está ligada à ausência de anúncios concretos sobre a proposta de criação de uma reserva estratégica de Bitcoin nos EUA, apresentada em março, além da rejeição de legislações semelhantes em estados como o Arizona.
Nos últimos três meses, o Bitcoin recuou 5%, enquanto o ouro subiu 16% e o S&P 500 caiu 6,5%. O desempenho coloca em xeque a tese de descorrelação entre o BTC e ativos tradicionais em meio ao aumento do risco geopolítico e à preferência do mercado por posições em renda fixa e liquidez.
Ainda assim, a empresa Strategy dobrou sua previsão de aquisições de BTC, sinalizando otimismo mesmo diante da instabilidade econômica global.
Co-Owner e consultor de Tokenização na Tokenizem





