O Banco Central do Chile anunciou nesta semana que pretende aprofundar seus estudos sobre uma moeda digital de banco central (CBDC). O projeto mira uma solução no atacado, de forma semelhante ao Drex, do Banco Central do Brasil.
Segundo a presidente da instituição, Rosanna Costa, a ideia é preparar uma prova de conceito para testar a liquidação de ativos tokenizados em blockchain usando uma CBDC de atacado. O objetivo, segundo ela, não é lançar de imediato uma moeda digital, mas ganhar experiência prática, identificar lacunas regulatórias e fortalecer as capacidades internas do banco.
“Se os títulos forem cada vez mais emitidos em plataformas DLT, liquidar essas transações em moeda do banco central exigirá que os sistemas do banco central se comuniquem com essas plataformas”, destacou Costa em evento no Reino Unido.
Regulamentação já mira stablecoins
O Chile está entre os países mais adiantados da América Latina no debate regulatório sobre ativos digitais. A Lei Fintech de 2023 atribuiu ao Banco Central a responsabilidade de supervisionar as stablecoins emitidas no país.
Esse arcabouço, no entanto, impõe limitações: stablecoins globais como USDT e USDC, que concentram grande parte do mercado, não se enquadram por não terem emissores locais.
A estratégia chilena, segundo a presidente do BC, é adotar uma postura prudencial e cautelosa, explorando as tecnologias de forma gradual, sem abrir mão da estabilidade do sistema financeiro.
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Mauro Andrade cobre cripto internacional, geopolítica digital e mercado global no CriptoBR. Acompanha movimentos regulatórios nos EUA, Europa e Ásia, adoção institucional por grandes players (BlackRock, Fidelity, JPMorgan) e o impacto geopolítico das criptomoedas no cenário financeiro mundial.





