A BlackRock, maior gestora de ativos do mundo, estaria preparando um passo decisivo para integrar Wall Street ao universo cripto: a tokenização de seus fundos de índice (ETFs). A informação foi publicada pela Bloomberg nesta quinta-feira (11), citando fontes próximas às discussões internas.
A proposta permitiria que grandes ETFs, como o IVV (atrelado ao S&P 500) e o IEFA (ligado ao MSCI EAFE), fossem negociados a qualquer hora do dia, sete dias por semana, além de oferecer a possibilidade de fracionamento — um atrativo para investidores que desejam acesso com valores menores.
Esse movimento reforça a guinada da BlackRock após o sucesso do IBIT, seu ETF de Bitcoin, que atualmente possui US$ 83,7 bilhões de valor de mercado. Em vez de levar o Bitcoin para Wall Street, a gestora busca agora levar Wall Street para o ecossistema de criptomoedas.
A tokenização de ativos do mundo real (RWAs, na sigla em inglês) ainda representa um mercado pequeno frente aos US$ 4 trilhões do setor cripto, mas vem ganhando espaço. Estimativas variam de US$ 2,2 bilhões (CoinMarketCap) a US$ 67,3 bilhões (CoinGecko), dependendo da metodologia de cálculo e dos ativos incluídos.
Além do fundo BUIDL, lançado em 2024 e focado em liquidez institucional, a BlackRock já testou fundos tokenizados em parceria com o Onyx, a infraestrutura blockchain do JPMorgan. O avanço, no entanto, dependerá da postura dos reguladores.
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Mauro Andrade cobre cripto internacional, geopolítica digital e mercado global no CriptoBR. Acompanha movimentos regulatórios nos EUA, Europa e Ásia, adoção institucional por grandes players (BlackRock, Fidelity, JPMorgan) e o impacto geopolítico das criptomoedas no cenário financeiro mundial.





