O Bitcoin voltou a superar os US$ 116 mil nesta sexta-feira (12), com alta de 1,5% no dia. Apesar da recuperação, a plataforma de análise on-chain CryptoQuant alerta que o “momentum está esfriando”: oito dos dez principais indicadores de alta da moeda estão em sinal vermelho.
De acordo com o Bull Score Index, apenas dois indicadores seguem otimistas: o crescimento da demanda por Bitcoin, que se mantém positivo desde julho, e o sinal técnico, ligado a métricas tradicionais de análise de mercado.
Entre os que ficaram pessimistas estão o MVRV-Z score, o índice de lucro e perda, os indicadores de ciclo de alta e baixa, o fluxo inter-exchanges, a atividade da rede, a liquidez de stablecoins, a margem de lucro on-chain dos traders e o preço realizado dos traders.
A última vez que oito indicadores estavam no vermelho foi em abril, quando o BTC caiu para US$ 75 mil. Já em julho, oito estavam positivos, coincidindo com o pico em US$ 122,8 mil.
O Bull Score Index geral da CryptoQuant segue oscilando entre 20 e 30 pontos neste mês, sugerindo fase de correção. Já o CBBI (CoinGlass Bitcoin Bull Run Index), que acompanha nove métricas, registra 74 pontos, sinalizando que o ciclo de alta ainda não atingiu o topo.
BTC atrás de altcoins, ações e ouro
Segundo Augustine Fan, chefe de insights da SignalPlus, o Bitcoin tem ficado para trás em relação a altcoins, ações e ouro. “O momentum líquido de compra desacelerou e os investidores parecem preferir proxies de ações em vez de ativos digitais neste momento”, afirmou.
Mesmo assim, alguns analistas interpretam a queda como uma correção sazonal. O podcaster Tony Edward acredita que o ciclo atual pode ser mais longo:
“A liquidez global está se recuperando. É possível que vejamos um topo local no quarto trimestre de 2025 e um explosivo no primeiro trimestre de 2026.”
Atualmente, o Bitcoin está 6,8% abaixo da máxima histórica, e a correção tem sido mais branda do que em ciclos anteriores.
Mauro Andrade cobre cripto internacional, geopolítica digital e mercado global no CriptoBR. Acompanha movimentos regulatórios nos EUA, Europa e Ásia, adoção institucional por grandes players (BlackRock, Fidelity, JPMorgan) e o impacto geopolítico das criptomoedas no cenário financeiro mundial.





