Em mais um movimento que solidifica a convergência entre finanças tradicionais (TradFi) e o universo descentralizado (DeFi), a AlloyX lançou o Real Yield Token (RYT) — um fundo de mercado monetário tokenizado na rede Polygon. O produto representa cotas de um fundo tradicional, com ativos sob custódia do Standard Chartered Bank, em Hong Kong, mas com utilidade total dentro do ecossistema DeFi.
Essa nova classe de ativos — os Real World Assets (RWAs) — vem crescendo a passos largos à medida que investidores institucionais buscam segurança e rendimento do mundo real com a flexibilidade on-chain. No caso do RYT, os detentores podem usar os tokens como colateral em protocolos DeFi, aplicando estratégias como looping para aumentar seus retornos.
O fundo investe em ativos de baixo risco, como títulos do Tesouro americano e papel comercial, mas diferentemente de fundos tradicionais, suas cotas são totalmente tokenizadas, negociáveis e componíveis com o restante da infraestrutura DeFi. Ou seja: agora é possível acessar o rendimento do dólar com liquidez 24/7 e integração total com protocolos descentralizados.
A escolha da Polygon como rede de lançamento reforça a prioridade em escalabilidade e custos reduzidos, permitindo transações rápidas e acessíveis — dois requisitos fundamentais para a adoção de massa desses produtos.
Tokenização de fundos: tendência irreversível?
O movimento da AlloyX acompanha grandes players como BlackRock (com o BUIDL), Goldman Sachs e BNY Mellon, todos explorando fundos de mercado monetário tokenizados. No entanto, a grande diferença do RYT é sua funcionalidade nativa DeFi, permitindo uso real no ecossistema cripto, ao contrário dos fundos institucionais mais restritos.
De acordo com dados da RWA.xyz, o mercado de títulos do Tesouro tokenizados ultrapassou US$ 8 bilhões, e um relatório da Moody’s classificou os MMFs tokenizados como “pequenos, mas em rápido crescimento”. O avanço dessa classe de ativos reflete a nova realidade: investidores querem produtos conhecidos com a liberdade da blockchain.
Projetos Web3: como aproveitar esse novo ciclo?
Para startups e projetos Web3 que desejam surfar essa nova onda de RWAs, tokenização e integração entre TradFi e DeFi, ter comunidade engajada e educada sobre o tema será o principal diferencial competitivo.
Não basta lançar um token vinculado ao mundo real. É preciso criar narrativa, atrair usuários com intenção de uso real e ativar ciclos de pertencimento — algo que só uma comunidade bem estruturada pode gerar.
Se o seu projeto está nessa transição e quer ativar sua base com estratégia clara, a CriptoBR pode te ajudar com um plano de ação baseado em influência, engajamento e propósito.
👉 Agende uma conversa de 30 minutos com nosso especialista aqui
Vamos te mostrar como posicionar sua comunidade como o maior ativo em tempos de tokenização e inovação real.
Mauro Andrade cobre cripto internacional, geopolítica digital e mercado global no CriptoBR. Acompanha movimentos regulatórios nos EUA, Europa e Ásia, adoção institucional por grandes players (BlackRock, Fidelity, JPMorgan) e o impacto geopolítico das criptomoedas no cenário financeiro mundial.





