A presidente da Ripple, Monica Long, publicou uma análise sobre o que ela chama de ponto de virada do cripto em 2026, defendendo que a indústria sai da fase de testes e entra em operação em escala. Na visão da executiva, a adoção institucional tende a acelerar porque infraestrutura e regulação estão mais maduras, empurrando bancos, empresas e provedores de pagamentos do piloto para o uso cotidiano.
Long organiza as previsões em quatro frentes. A primeira é o avanço das stablecoins como padrão de liquidação global. Ela argumenta que esses ativos devem deixar de ser “alternativa” e virar base de pagamentos programáveis 24 horas por dia, com uso especialmente forte no B2B. O texto cita a expansão de trilhos de stablecoins por grandes players de pagamento e aponta que o mercado deve buscar emissores com aderência regulatória e governança mais próxima de instituições financeiras tradicionais.
A segunda frente é a consolidação de ativos onchain como camada operacional dos mercados. Aqui, o foco não é apenas preço, mas uso: tokenização para modernizar liquidação, mobilidade de colateral e instrumentos financeiros programáveis. Long projeta que o tema tende a aparecer cada vez mais em balanços e estratégias corporativas, com empresas formalizando políticas de exposição e operação com ativos digitais.
A terceira frente é a custódia, tratada como pilar de confiança. A executiva prevê consolidação por fusões e aquisições e maior integração entre cripto e finanças tradicionais, pressionada por exigências regulatórias e por demanda institucional por padrões de segurança, auditoria e múltiplos custodiantes.
A quarta frente é a convergência entre blockchain e inteligência artificial. A tese é que IA e automação podem reduzir fricções operacionais em tesouraria, gerenciamento de liquidez, chamadas de margem e otimização de portfólios, aproveitando mercados onchain que funcionam sem interrupção.
Mauro Andrade cobre cripto internacional, geopolítica digital e mercado global no CriptoBR. Acompanha movimentos regulatórios nos EUA, Europa e Ásia, adoção institucional por grandes players (BlackRock, Fidelity, JPMorgan) e o impacto geopolítico das criptomoedas no cenário financeiro mundial.





