A onda das empresas de tesouraria cripto continua a ganhar força. Depois da Strategy (MSTR) se consolidar como referência em Bitcoin e da BitMine (BMNR) assumir a vice-liderança com aportes agressivos em Ethereum, agora é a vez da Solana (SOL) entrar no radar dos grandes players institucionais.
A novidade vem da Sharps Technology (Nasdaq: STSS), até então voltada ao setor de saúde, que anunciou sua mudança estratégica: tornar-se a primeira empresa listada em bolsa com tesouraria focada em Solana.
💥 Entre os investidores que apoiam a iniciativa estão nomes de peso como Pantera Capital, ParaFi, FalconX, Monarq, Phoenix Capital e Bastion Trading. O plano? Levantar até US$ 1,25 bilhão para acumular SOL em sua tesouraria – o mesmo valor que a Tesla mantém em Bitcoin.
🔎 A estratégia segue a lógica de que não há ainda grandes companhias acumulando Solana, o que abre espaço para diferenciação no mercado. A SOL é hoje a sexta maior criptomoeda do setor, conhecida por sua escalabilidade e por ser a blockchain preferida de projetos de alto volume em DeFi, NFTs e pagamentos.
📉 Curiosamente, enquanto a notícia impulsionou as ações da Sharps Technology (que dispararam 92% nos últimos 5 dias), o preço da Solana caiu 4,8% nas últimas 24 horas – reflexo da correção mais ampla do mercado. Analistas destacam, porém, que aportes institucionais desse porte tendem a fortalecer a tese de longo prazo da moeda.
💡 Para Paul K. Danner, Presidente Executivo da Sharps Technology, “a combinação de uma estratégia de acumulação clara, uma equipe experiente em ativos digitais e parcerias com gestores de alto nível posiciona a empresa para se tornar referência em tesouraria de Solana”.
👉 A CriptoBR destaca que esse movimento pode ser o início de uma nova corrida institucional: se o Bitcoin virou reserva corporativa com a Strategy e o Ethereum encontrou espaço com a BitMine, a Solana pode ser o próximo ativo a ganhar protagonismo no balanço de empresas listadas em bolsa.
Nosso especialista em crescimento de comunidade lembra que movimentos como esse não apenas validam projetos cripto, mas também criam narrativas poderosas que ajudam comunidades a expandirem seu alcance. “Quando uma grande empresa muda seu modelo para acumular um token, não é só sobre preço – é sobre cultura, adoção e influência global”, explica.
Mauro Andrade cobre cripto internacional, geopolítica digital e mercado global no CriptoBR. Acompanha movimentos regulatórios nos EUA, Europa e Ásia, adoção institucional por grandes players (BlackRock, Fidelity, JPMorgan) e o impacto geopolítico das criptomoedas no cenário financeiro mundial.





