📰 O que aconteceu
O Fed reduziu os juros em 0,25 p.p., para a faixa de 4% a 4,25% ao ano.
É o primeiro corte desde dezembro de 2024, após cinco reuniões consecutivas mantendo a taxa.
A decisão foi quase unânime, com apenas Stephen Miran (indicado por Trump) votando por um corte mais agressivo de 0,5 p.p..
Motivos da decisão
Mercado de trabalho: desaceleração na criação de vagas e leve alta no desemprego.
Inflação: segue acima da meta de 2%, mas estável o suficiente para permitir cortes graduais.
Pressões políticas: Trump pressiona o Fed por juros mais baixos e tenta influenciar a composição do conselho.
Powell em coletiva
Inflação: riscos no curto prazo “inclinados para cima”.
Emprego: riscos para baixo, com demanda por trabalho enfraquecida.
Tarifaço de Trump: até agora, impacto limitado nos preços, pois empresas absorvem parte do custo — mas tendência é repassar gradualmente.
Interferência política
Trump já nomeou Stephen Miran e tenta afastar Lisa Cook (caso judicial em andamento).
Se conseguir maioria no conselho, terá mais influência sobre as nomeações nos 12 bancos regionais → risco à independência do Fed.
Impactos no Brasil e nos mercados
EUA:
Treasuries rendem menos → investidores buscam risco fora.
Expectativa de mais dois cortes em 2025.
Brasil:
Dólar tende a se enfraquecer → real se valoriza.
Menor pressão para manter Selic alta → espaço para novos cortes.
Inflação interna pode aliviar com câmbio mais favorável.
Mercados globais:
Bolsa tende a reagir positivamente (apetite a risco).
Renda fixa curta nos EUA perde atratividade.
Bitcoin e ouro podem ganhar força como reserva alternativa diante de dólar mais fraco.
👉 Em resumo:
O Fed sinaliza início de um ciclo de cortes cautelosos, equilibrando inflação ainda alta com mercado de trabalho em desaceleração. O pano de fundo é a pressão política de Trump, que tenta interferir na autonomia do banco central. Para o Brasil, a decisão abre espaço para Selic mais baixa, real mais forte e um ambiente de juros globais menos restritivos.
Quer que eu prepare um cenário de curto prazo para ativos específicos (ex.: Ibovespa,
Mauro Andrade cobre cripto internacional, geopolítica digital e mercado global no CriptoBR. Acompanha movimentos regulatórios nos EUA, Europa e Ásia, adoção institucional por grandes players (BlackRock, Fidelity, JPMorgan) e o impacto geopolítico das criptomoedas no cenário financeiro mundial.





