O Brasil pode estar mais próximo de se tornar pioneiro na adoção do Bitcoin em suas reservas internacionais. Nesta quarta-feira (20), a Câmara dos Deputados realizou a primeira audiência pública para debater o projeto de lei da Reserva Estratégica e Soberana de Bitcoin (RESBit), proposta pelo deputado Eros Biondini (PL-MG).
📌 O que está em jogo?
A iniciativa prevê que até 5% das reservas internacionais brasileiras sejam convertidas em Bitcoin. O objetivo seria diversificar os ativos nacionais e posicionar o Brasil na vanguarda de uma transformação financeira global.Durante a audiência, Diego Kolling, Head de Estratégia de Bitcoin no Méliuz, destacou a segurança da rede e comparou a adoção do ativo com a pólvora: “um recurso que cedo ou tarde todos os países precisaram usar como defesa”.
👥 Debate intenso entre governo e mercado
Eros Biondini defendeu que a proposta é clara: “não se trata de criptomoedas em geral, mas apenas de Bitcoin, por sua solidez e fundamentos únicos”.
Daniel Leal, do Ministério da Fazenda, pediu cautela: “o Bitcoin é um ativo volátil e precisamos analisar se ele realmente se encaixa na função de reserva, que exige segurança e liquidez.”
Luis Siciliano, do Banco Central, reforçou o risco: “hoje, apenas 3% dos bancos centrais cogitam o Bitcoin em suas reservas. A volatilidade aumentaria a exposição do Brasil.”
Já Pedro Guerra, do Ministério do Desenvolvimento, foi enfático: “o valor do dinheiro tradicional entrou em colapso. O Bitcoin é um remédio, e o Brasil pode liderar essa revolução.”
🏛️ E agora?
O projeto segue em análise na Comissão de Desenvolvimento Econômico e depois avançará para o plenário da Câmara, o Senado e, por fim, para sanção presidencial. Até lá, o debate promete se intensificar.🔎 Por que isso importa?
A discussão coloca o Brasil em rota de destaque internacional. Enquanto países como El Salvador já adotaram o Bitcoin como moeda legal, o Brasil avalia se deve usar o ativo como reserva estratégica, algo inédito em uma das maiores economias do mundo.
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Mauro Andrade cobre cripto internacional, geopolítica digital e mercado global no CriptoBR. Acompanha movimentos regulatórios nos EUA, Europa e Ásia, adoção institucional por grandes players (BlackRock, Fidelity, JPMorgan) e o impacto geopolítico das criptomoedas no cenário financeiro mundial.





