O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que o Drex, moeda digital em desenvolvimento pelo Banco Central, não tem como objetivo exercer controle sobre os cidadãos. A declaração foi feita no último sábado, durante entrevista ao podcast 3 Irmãos.
Haddad explicou que a tecnologia poderia permitir mecanismos de controle, mas deixou claro que essa não é a finalidade. Para ele, o foco é transparência e eficiência, e não vigilância. “Dá para ter controle com o Drex, mas não é para isso que ele serve”, disse.
Prazo indefinido para implantação
Ao ser questionado se o Drex estaria em circulação até 2030, o ministro lembrou que a responsabilidade é do Banco Central e destacou que os recentes ataques hackers ao Pix atrasaram a agenda de inovação. Segundo ele, a prioridade tem sido reforçar a segurança do sistema de pagamentos instantâneos.
Defesa do Pix como moeda soberana
Haddad também defendeu o Pix como um instrumento de soberania digital, ressaltando que o sistema brasileiro é referência internacional e alvo de críticas externas. O ministro afirmou que não existe qualquer plano de taxação sobre as transações e que o BC trabalha para blindar a plataforma de interferências de outros países, em especial dos Estados Unidos.
O que está em jogo
O Drex surge como evolução do Real no formato digital, parte de um movimento global em direção às moedas digitais de bancos centrais (CBDCs). A promessa é de ganhos de eficiência nas transações, maior inclusão financeira e novas possibilidades para serviços digitais.
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Mauro Andrade cobre cripto internacional, geopolítica digital e mercado global no CriptoBR. Acompanha movimentos regulatórios nos EUA, Europa e Ásia, adoção institucional por grandes players (BlackRock, Fidelity, JPMorgan) e o impacto geopolítico das criptomoedas no cenário financeiro mundial.





