O Ether (ETH) voltou a atrair capital institucional por meio dos ETFs à vista, que registraram US$ 216 milhões em entradas líquidas nesta semana. No entanto, analistas apontam que o nível psicológico de US$ 5.000 permanece incerto diante da queda na atividade da rede e da falta de tração nos derivativos.
O ETH tem oscilado entre US$ 4.200 e US$ 4.500 desde o fim de agosto, após tocar a máxima de US$ 4.956. Embora o S&P 500 tenha renovado recordes com a expectativa de cortes de juros pelo Fed, a recuperação do Ether não ganhou força.
Nos futuros de ETH, o prêmio de dois meses está em 5%, limite inferior da faixa considerada neutra (5% a 10%), refletindo baixa demanda por alavancagem. Já os ETFs enfrentaram 10 dias consecutivos de saídas líquidas antes do repique desta semana, o que reduziu o entusiasmo de traders de curto prazo.
Na camada on-chain, as taxas de rede do Ethereum caíram 7% em 30 dias, totalizando US$ 42 milhões, enquanto blockchains como Tron (-12%) e Solana (-2%) também mostraram queda. Soluções de camada 2, como Arbitrum e Polygon, tiveram recuos de atividade, reforçando a percepção de enfraquecimento.
Mesmo assim, investidores institucionais seguem acumulando. A Bitmine Immersion Tech (BMNR) adicionou 202.500 ETH (US$ 880 milhões) em uma semana, elevando sua posição total para US$ 9,1 bilhões.
Segundo analistas, o desempenho do Ether dependerá menos da liquidez cripto e mais do cenário macroeconômico. O mercado de ações tem se comportado de forma defensiva, semelhante ao ouro, enquanto ativos de risco enfrentam cautela.
Em resumo, a rota até os US$ 5.000 para o ETH dependerá da queda da incerteza econômica global e da retomada de confiança dos investidores no setor de criptoativos.
Mauro Andrade cobre cripto internacional, geopolítica digital e mercado global no CriptoBR. Acompanha movimentos regulatórios nos EUA, Europa e Ásia, adoção institucional por grandes players (BlackRock, Fidelity, JPMorgan) e o impacto geopolítico das criptomoedas no cenário financeiro mundial.





