CPI da Íris prorroga prazo em São Paulo e mira empresa ligada à Worldcoin
A CPI da Íris, instaurada pela Câmara Municipal de São Paulo para investigar a coleta de dados biométricos pela Tools for Humanity (TFH), decidiu nesta terça-feira (9) prorrogar seus trabalhos por mais 120 dias. A empresa é responsável por parte da operação da Worldcoin, projeto de criptomoeda criado pelo executivo Sam Altman, também cofundador do ChatGPT.
Na reunião, representantes de entidades de proteção de dados reforçaram preocupações com a forma como o escaneamento de íris foi conduzido na capital paulista.
Falta de transparênciaSegundo a Câmara, a TFH pagava compensações financeiras para que cidadãos permitissem o escaneamento de suas íris. Para o diretor da Associação Data Privacy Brasil de Pesquisa, Bruno Ricardo Bioni, faltou clareza no processo:
“As pessoas estavam realmente cientes do que estavam autorizando ou apenas buscavam receber a moeda virtual para convertê-la em dinheiro?”, questionou.
O advogado do Idec, Lucas Marcon, ressaltou que a prática fere princípios da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), já que o consentimento informado é um requisito essencial.
Posição da presidente da CPIA vereadora Janaina Paschoal (PP), presidente da comissão, afirmou que a investigação já trouxe avanços, ao revelar que a empresa não tinha objetivos humanitários, mas sim o foco no desenvolvimento de um produto privado.
“Não é crime empreender, mas é incorreto não declarar essa motivação”, disse.
Próximos passosA CPI seguirá colhendo depoimentos e analisando documentos para avaliar eventuais responsabilidades da Tools for Humanity na coleta de dados biométricos em São Paulo.
👉 Quer entender como regulações e CPIs podem impactar o mercado cripto?Agende uma conversa com especialistas da CriptoBR: Agendar com especialista da CriptoBR
Mauro Andrade cobre cripto internacional, geopolítica digital e mercado global no CriptoBR. Acompanha movimentos regulatórios nos EUA, Europa e Ásia, adoção institucional por grandes players (BlackRock, Fidelity, JPMorgan) e o impacto geopolítico das criptomoedas no cenário financeiro mundial.





