O Citigroup publicou um novo relatório nesta terça-feira (15) destacando que o mercado de stablecoins — atualmente avaliado em cerca de US$ 282 bilhões — pode atingir US$ 4 trilhões até 2030, impulsionado pela entrada de grandes instituições financeiras tradicionais e pela crescente adoção em pagamentos e operações internacionais.
A estimativa representa um crescimento de 14 vezes em relação ao valor atual e reflete o otimismo do banco em relação ao papel dessas moedas digitais no sistema financeiro global. Segundo o Citi, as stablecoins estão se tornando um “catalisador para o momento ChatGPT do blockchain”, ou seja, um ponto de inflexão que pode acelerar a adoção institucional da tecnologia.
“Atualizamos nossas previsões para volumes de emissão de stablecoins para US$ 1,9 trilhão em nosso cenário base e US$ 4 trilhões em nosso cenário otimista”, destacou o banco, revisando para cima as estimativas publicadas em abril de 2025.
Bancos entram no mercado de moedas digitais
Na última semana, o Citi se uniu ao Santander, Bank of America e outros sete bancos globais no lançamento de stablecoins lastreadas em moedas do G7, como dólar americano, euro, libra esterlina e dólar canadense. A iniciativa marca uma virada de chave na integração do sistema bancário tradicional com o universo das finanças digitais.
O relatório do Citi detalha três vetores principais de crescimento:
Stablecoins já existentes (como USDT e USDC) devem subir de US$ 282 bilhões para mais de US$ 1 trilhão;
Ativos líquidos que podem ser tokenizados (em moedas locais ou estrangeiras) somariam cerca de US$ 1,3 trilhão;
Digitalização de dólares e outras reservas bancárias deve representar até US$ 1,6 trilhão — o segmento com maior potencial de expansão.
Bitcoin, Ethereum e novas oportunidades
O Citi também reforçou seu otimismo em relação ao Bitcoin e ao Ethereum, projetando preços de até US$ 181 mil e US$ 5.400, respectivamente, até 2026. Segundo o banco, a infraestrutura blockchain que sustenta essas redes será fundamental para o crescimento das stablecoins e da tokenização de ativos.
O estudo ainda aponta que as stablecoins vêm ganhando relevância em países com moedas locais instáveis, funcionando como alternativa de proteção cambial e ferramenta de inclusão financeira.
Como investidores podem se beneficiar
Apesar de as stablecoins manterem valor estável, investidores podem lucrar indiretamente com esse avanço de três formas principais:
Exposição a emissoras reguladas, como a Circle (NYSE: CRCL), ou a bancos que desenvolverão suas próprias moedas;
Participação em redes blockchain que hospedam stablecoins, como Ethereum e Tron;
Investimento em protocolos de rendimento, como o Ethena, que redistribui lucros de operações com stablecoins aos detentores de tokens.
Com o envolvimento crescente de instituições financeiras e a evolução regulatória global, o Citi acredita que as stablecoins deixarão de ser um nicho das criptomoedas e se tornarão um pilar da infraestrutura financeira moderna até o final da década.
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