Em meio à estreia do ChatGPT Atlas, novo navegador lançado pela OpenAI, o Brave Browser publicou um relatório que acendeu o alerta sobre vulnerabilidades em navegadores baseados em Inteligência Artificial. O estudo cita casos críticos envolvendo o Perplexity Comet e o Fellou, destacando como simples interações na web podem abrir brechas para o roubo de dados sensíveis — incluindo senhas, e-mails e até valores em carteiras digitais.
De acordo com o Brave, as falhas exploram o conceito de “injeção indireta de prompt”, no qual instruções maliciosas ficam escondidas em conteúdos aparentemente inofensivos, como postagens no Reddit ou capturas de tela. A IA, ao interpretar essas informações, pode executar comandos como acessar a conta do usuário e divulgar dados privados a terceiros.
Os especialistas revelam que as imagens processadas por esses navegadores podem conter textos quase invisíveis ao olho humano, mas legíveis para o modelo de linguagem, transformando-se em instruções capazes de contornar barreiras de segurança.
“O aspecto mais assustador dessas falhas é que o assistente de IA pode agir com os mesmos privilégios do usuário autenticado”, alertaram os pesquisadores.
A descoberta vem apenas dois meses após o primeiro relatório do Brave sobre ataques de injeção visível. Desta vez, as ameaças são consideradas mais perigosas por serem imperceptíveis e automáticas, tornando os navegadores de IA potenciais alvos para hackers em busca de brechas ainda não mapeadas.
Com a rápida adoção desses navegadores e a integração crescente entre IA, finanças e criptoativos, especialistas reforçam que a segurança digital precisa evoluir no mesmo ritmo. Usuários e investidores devem adotar medidas preventivas, como limitar permissões, monitorar acessos e evitar navegação autenticada em serviços sensíveis.
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