O Brasil deu um passo inédito no uso de tecnologias emergentes para o combate às mudanças climáticas. Durante a COP30, que acontece entre 6 e 7 de novembro de 2025, o país apresentou a criação da Infraestrutura Digital Pública Global para o Clima (Climate DPI) — uma plataforma aberta baseada em blockchain e contratos inteligentes para monitorar e coordenar políticas climáticas em tempo real.
A proposta foi desenvolvida pelo Instituto de Tecnologia e Sociedade do Rio de Janeiro (ITS-Rio) em parceria com o pesquisador Ronaldo Lemos, sob coordenação do Conselho Consultivo de Alto Nível em Tecnologia da Presidência da COP30.
O documento foi divulgado oficialmente pela Secretaria de Comunicação Social (Secom) da Presidência da República, na véspera do evento.
Um “sistema operacional” para a ação climática
O Climate DPI é descrito como um “sistema operacional para a ação climática global”, capaz de interligar dados, finanças e inteligência digital em escala planetária.
Segundo o relatório, o projeto nasce da constatação de que a transição verde global ainda carece de uma base digital comum, capaz de conectar diferentes países e instituições com transparência e interoperabilidade.“Assim como as redes elétricas foram cruciais no século XX, uma infraestrutura digital pública global se tornará a espinha dorsal da transição verde no século XXI”, aponta o texto da proposta.
O plano é que o Climate DPI se torne um legado do Brasil na COP30, funcionando como uma ferramenta permanente para acompanhar e mensurar o cumprimento dos compromissos assumidos no Acordo de Paris.
Blockchain e contratos inteligentes: o núcleo da transparência climática
A tecnologia blockchain, que ficou mundialmente conhecida após o lançamento do Bitcoin, foi escolhida como a base estrutural da proposta por suas propriedades de segurança, rastreabilidade e imutabilidade de dados.
Os contratos inteligentes (smart contracts) seriam usados para automatizar transações e compromissos financeiros, garantindo que cada investimento climático seja transparente e verificável por todos os participantes.Esse mecanismo permitiria rastrear recursos de financiamento climático em tempo real — desde fundos de carbono até investimentos em energia limpa — e reduzir o risco de corrupção ou desvio de verbas.
“As finanças climáticas digitais, com o uso de blockchain e contratos inteligentes, são um pilar central da proposta, voltadas a aumentar a transparência e a rastreabilidade dos recursos destinados à ação climática”, destacou a Secom.
Sistemas de alerta e resposta rápida
Além das finanças digitais, o Climate DPI também prevê a criação de sistemas de alerta e resposta climática integrados a sensores ambientais, inteligência artificial e ciência cidadã.
Esses sistemas seriam capazes de detectar riscos de desastres naturais em tempo real, integrando informações de diferentes países para prevenir tragédias e otimizar recursos de mitigação.O Brasil defende que essa combinação entre tecnologia aberta e governança multilateral pode elevar o nível de cooperação global e garantir mais credibilidade às metas climáticas estabelecidas por nações e corporações.
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