A tecnologia blockchain, que ficou mundialmente conhecida após o lançamento do Bitcoin, foi escolhida como a base estrutural da proposta por suas propriedades de segurança, rastreabilidade e imutabilidade de dados.
Os contratos inteligentes (smart contracts) seriam usados para automatizar transações e compromissos financeiros, garantindo que cada investimento climático seja transparente e verificável por todos os participantes.Esse mecanismo permitiria rastrear recursos de financiamento climático em tempo real — desde fundos de carbono até investimentos em energia limpa — e reduzir o risco de corrupção ou desvio de verbas.
“As finanças climáticas digitais, com o uso de blockchain e contratos inteligentes, são um pilar central da proposta, voltadas a aumentar a transparência e a rastreabilidade dos recursos destinados à ação climática”, destacou a Secom.
Sistemas de alerta e resposta rápida
Além das finanças digitais, o Climate DPI também prevê a criação de sistemas de alerta e resposta climática integrados a sensores ambientais, inteligência artificial e ciência cidadã.
Esses sistemas seriam capazes de detectar riscos de desastres naturais em tempo real, integrando informações de diferentes países para prevenir tragédias e otimizar recursos de mitigação.O Brasil defende que essa combinação entre tecnologia aberta e governança multilateral pode elevar o nível de cooperação global e garantir mais credibilidade às metas climáticas estabelecidas por nações e corporações.
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